quinta-feira, 18 de junho de 2009

Em outra sala

O mundo anda impaciente, frenético, precipitado.

Destruindo tudo que insiste em manter tradição

Tudo que não se adapta ao novo imundo jeito de ser.

Atropelando tudo que "se deixa" passar devagar

Tudo que se perde, perde tempo, ou a perca que for.

Amizade, complacência, caridade... Sem valor

Pra ele agora, sentimento se mede em cifrão.

Mas quem faz meu mundo e meu tempo sou eu

E embaixo de pontes de movimento intenso

consigo repousar como um lago, calmamente...

Sabe, às vezes pinto o mundo como um plenário turbulento e gigante

E eu sentado "em outra sala"... e só o silêncio em meu semblante

5 comentários:

Pequena Poetiza disse...

me ensina a encontrar de onde vem a tua calma
queria esse silêncio

beijos

Paloma Flores disse...

Acredito que tudo tem solução e é só não olhar tanto o lado negativo, afinal de contas, o mundo de hoje também tem suas qualidades.
É só não se prender ao lado ruim que tudo se ajeita.
Ou não.

Lu Dantas disse...

Oi, Lucas. Vim retribuir a visita.

O tempo não para e, com ele, parece que o mundo vai girando cada vez mais veloz. É preciso ter calma mesmo para não se perder.

Um beijo.

eu, vanessa. disse...

O silêncio como um semblante, nobre observador. O silêncio é a mais perfeita forma de sabedoria, moço. Guia sem sentir e fala sim, mesmo que na ausência do som.

Queria ver o mundo de fora também.

Beeijo
:*

Kuriozza disse...

E com o tempo, acho que a gente aprende a ter essa tranquilidade em meio aos movimentos bruscos.. Mas, são realmente poucos os que verdadeiramente conseguem.

Estava "devendo" uma visita, adorei o texto =)